quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um certo Senhor que se achava poderoso.

                                                                              Casos e mais casos nos campos sagrados do Rio Grande do Sul, ia o tal poderoso na Romaria, e dizia-se que a vela que os tais religiosos carregavam era de acordo com o pecado, a vela do dito poderoso era de um tamanho nunca visto, em procissão, revelando seus pecados.

                                                                             Acontece que da enxada, se fez proprietário rural, e plantador de arroz, e diretor de cooperativa. Aliado a um tal "Gringo", que se fez muito rico, quecriou uma colônia para explorar os parentes, o que custava explorar as beneses da cooperativa para os dois. Usavam os créditos rurais e aplicavam na poupança em seus ricos nomes, e com a conivência do gerente do tal banco. Por sinal o tal gerente era o conhecido, que comia um cordeiro de 15 kg, de carne assada inteiro,

                                                                            Acostumado a roubar e levar por diante os setenta sócios da cooperativa, o tal poderoso presidente ( a letra minúscula diz tudo), resolver fazer uma troca de campos. Um determinado fazendeiro, conseguiu roubar de seu tutelado, seus campos, e não conseguia a escritura, bem como o poderoso em outro lado, com o mesmo caso. Permutadas as áreas de campos, o poderoso da cooperativa, resolveu interromper a estrada municipal que cortava os tais campos.

                                                                           Começa aí a decadência política da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, entregaram o poder político para prepotentes plantadores de arroz, A lavoura hoje, é uma pedra no sapato de cada um envolvido neste investimento. O poder político, era somente dos homens a cavalo e não desta turma despreparada, com enxadas, e só.

                                                                           "Reparem o perfil dos homens da Revolução de 1930, sua escolaridade e suas origens, agora entregaram tudo para incompetentes e sonhadores que não conseguem dar um passo a frente, o poderoso não passava de um aproveitador, No tempo das tropas tropeiros deixaram fortunas, hoje arrozeiros deixam inventários negativos."

                                                                              "Arroz; se continuarem a plantar, sem uma politica própria, não se sustentará, por mais tempo, a crise do orizicultor é praticamente irreversível a não ser que surja uma geração de plantadores desta cultura com uma nova visão, e com uma liderança capaz de mudar este triste perfil, o poderoso da cooperativa plantou joio e seus herdeiros não poderiam colher nada mais que isto."

Nenhum comentário:

Postar um comentário