O estrábico mundo da pecuária gaúcha.
Uma pegadinha mental é uma constante nos debates, quanto ao estágio da pecuária no Estado do Rio Grande do Sul.
O incidente ocorrido em Alegrete, em discurso, o líder representando a entidade máster a FARSUL, veio para priorizar uma raça por outras, durante Exposição agropecuária nesta cidade, com isto bem demonstram suas intelectuais e curiosas pegadinhas, sempre indevidamente, como foi mais este caso.. Conhecer o potencial pecuário do Rio Grande é assunto para poucos, e não dizem muitas vezes respeito para as pegadinhas dos seus pseudos-líderes, tanto é que se comprovou isto durante o debate nacional, quanto ao código florestal, e o caso da aftosa ocorrido, e até hoje não resolvido, a mais dez anos atrás, nos campos do nosso Estado.
Os líderes assim chamados, ou seus representantes, dos tradicionais pecuaristas, ditos conhecedores e assim considerados, da lógica dos mercados, para as interpretações das informações que lhes chegam oportunamente, não interessam a um evento como este de Alegrete, querem exibir o que seria dispensável, e seria o obvio, mas estão sempre preparados para as suas pegadinhas, ou seus interesses privados.
É bom que saibam que métodos e práticas educacionais não surgem do nada; você tem que ter um anteparo cultural, um terreno culturalmente preparado para isto, que foi o discurso, não entendido pelos ouvintes e pelo próprio orador, o líder Pereira, no evento realizado em Alegrete.
Conhecedores dos potenciais pecuários do nosso Estado são poucos, e conhecedores dos seus próprios campos também não são muitos. Até alguns não perceberam, ainda, que gado quando não é bem alimentado,”ou melhor,”, racionado morre de fome, e com a falta de água morre de sede. Assim é de se considerar pegadinha o discurso do líder Pereira, nesta ocasião, festiva para criadores de várias raças bovinas, e com viés comercial impróprio para a ocasião.
Começa que o município de Alegrete, tem uma variada estrutura de solos e pastagens, considerando a possibilidade de adaptação de várias raças bovinas tanto puras como sintéticas e zebuínas. A topografia também deixa a desejar à adaptação para determinadas raças. Como o discurso foi de quem possivelmente não conhece, a realidade da Região e quem sabe do Estado, e está habituado com sua Serrilhada, não pode avaliar o insulto ou a osmazona ( odor da carne assada) que provocou momentaneamente nos criadores destas raças bovinas zebuínas que faz parte do criatório desta Região do Alegrete, segundo está divulgado pela imprensa.
É de lamentável conceito este quadro de discussão, que não leva a nada, a aventura da pecuária gaúcha chegou ao fim, estamos falando da falência das Cooperativas de Carnes, e do endividamento dos pecuaristas, e do não zoneamento até aqui das raças, que estas sejam consideradas em algum tempo, aproveitando o malfadado discurso, se por acaso ainda resta, em ambientes próprios, isto é científicos, para maior proveito de suas potencialidades genéticas. Estamos permanentemente à deriva, como nos anos após a primeira guerra mundial, depois de termos dezenove milhões de cabeças de gado, e hoje estamos abaixo das quatorze milhões que vínhamos mantendo de acordo com os dados divulgados. Estamos hoje, com mais e mais espaços sendo cedidos para soja e para a silvicultura, com interesses meramente internacionais, com todo o apoio do Governo Estadual e Federal. Entre si estão ficando a discutir polêmicas e mais polêmicas os criadores como motivos agora as raças de seus planteis, enquanto os espaços perdidos, não são meramente pegadinhas do não sedo nada aos meus colegas de profissão ou aos meus vizinhos. Isto é que se ouve e se diz tradicionalmente nas rodas e chimarriadas gauchescas, ainda sem desconfio metro. Muito bem, com isto se paga esta conta com o que é empírico e não com o tão almejado mercado da carne.
“Estou apenas dizendo a verdade, isto é chamado de “exceção da verdade”, mas não interessa magoou.”
Em 05 de novembro de 2012. Pela Liberdade do Brasil. Francisco Berta Canibal.
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