quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Os rebanhos do Pampa.

                                                       Os rebanhos do Pampa.
                                                       Enaltecer as raças britânicas do Pampa do Rio Grande do Sul, segundo artigo publicado no Jornal Valor em 22 de fevereiro, é o mais novo discurso dos dirigentes e líderes da classe produtora rural no Estado do Rio Grande do Sul.
                                                       A reportagem é de Guilherme Arruda, entre outras argumentações sobre produção de arroz, trigo e soja, procura enaltecer as raças britânicas diante da crise da pecuária do vizinho País a Argentina.
                                                      A exigência dos consumidores paulistas, que é coisa comum de uma classe privilegiada com poder aquisitivo invejável a nível internacional, a muitos e muitos anos, que somente consome carnes da Argentina, esta considerada a melhor do Mundo Civilizado. O que é ser de um Mundo civilizado é de fácil compreensão, está desde  1941 publicado e bem explicado, no livro de Stefan Zweig, com tradução de Odilon Gallotti, com o título Brasil País do Futuro. É de relevante importância esta reportagem do Jornal Valor, desde que lida e compreendida pela classe produtora do nosso Estado, porque ainda há de se ter tempo para uma pecuária de Primeiro Mundo para o Primeiro Mundo, desde que seja preservado o Pampa.
                                                    Por outro lado a exportação de genética, de raças britânicas, para os países da América do Sul, por certo trará alguma dificuldade de comércio para o nosso Estado, como o arroz plantado por brasileiros no Uruguai. A balança do sobe e desce do comércio internacional, faz a cabeça do produtor periodicamente e muitas vezes equivocada com; soja em determinado momento, com trigo em outro momento, com arroz e gado em vários momentos, e com isto descobre-se sem planejamento que o paulista não tem onde buscar carnes nobres depois da Argentina diante de um contingenciamento nas exportações de carnes, naquele País.
                                                                                                                                                                  
                                             “ Em um estalar de dedos, sem rumos parte o produtor em busca de rendimentos sem orientação técnica e de mercados, não acredita em sua própria classe, enquanto o Mundo anda em alta velocidade a carreta emperrada em uma estrada qualquer do nosso Estado, permanece, e assim assiste-se a deterioração dos solos nobres para a pecuária das raças britânicas, sem qualquer argumento prático e correto, além de um  momento só, isto é muito pouco para se dizer nada além de mais uma simples especulação.”
Em 27 de fevereiro de 2013. Francisco Berta Canibal.
                                               
                                                
                                 
                        

Nenhum comentário:

Postar um comentário