Hidrovias.
Quando argumentei durante o VII Congresso Internacional das Rotas de Integração da América do Sul – Crias a três anos passados, ninguém se referia ao projeto Ibicuí-Jacuí, e assim fui contestado pelo representante do Uruguai. Disse ele que havia argumentado isto no dia anterior, configurando com isto os interesses de seu País, sobre este projeto de mais de quatrocentos anos. Passados algum tempo, o Presidente atual, daquele País, veio e vem freqüentemente ao Brasil, e permanentemente insistindo na recuperação da via férrea Rosário Livramento, e na recuperação da integração hidroviária na Lagoa Mirim, integração esta entre Uruguai e Brasil.
Há poucos meses, um relato das vias de integração da América, proposta por uma entidade privada nacional incluía a hidrovia São Borja Uruguaiana à Bacia do Rio da Prata via Rio Uruguai, assim como outras vias de integração. Outra notícia divulgada pela imprensa nacional, a viabilidade da Hidrovia do Rio Paraná, para escoar os minérios extraídos de Corumbá, segundo projeto, escoará este minério pelo Rio Paraná até a Bacia do Rio da Prata.
Então com esta reunião na Câmara de Tapes, realizada em 31 de janeiro, e divulgada pela imprensa, demonstra que os clamores pela viabilidade dos modais de transporte no Estado e no País, assim como a integração dos modais em toda a América do Sul, felizmente está saindo dos sonhos dos livres e está agora na agenda dos interessados em viabilizarem seus investimentos produtivos, descobriram alertados por certo com a visita oficial dos holandeses, durante o Governo Yeda Crusius ou se deram conta da mediocridade até então, sobre os transportes viáveis para a Região, e com isto já demonstram os interessados um progresso, e um olhar ao longe além do horizonte, o que já estaria a ocorrer com séculos de atraso, mas incrivelmente ainda há tempo, diante do andar do cavalo.
Agora o que chama mais a atenção, é que as administrações públicas das prefeituras dos municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, entra Governo e sai Governo, e este espetáculo assisto a mais de cinqüenta anos, não falam não comentam e não debatem os modais possíveis, de serem instalados e aproveitados para viabilizar o progresso e o desenvolvimento social e econômico desta mais pobre e a mais empobrecida Região do Brasil, segundo estudos das mesorregiões brasileiras, e determinada pelo desleixo, de projetos administrativos municipais e regionais, para esta que é a mais sofrida Região, por determinações administrativas.
Segundo noticiário do Jornal do Comercio coluna de Danilo Ucha, de 29 de janeiro, a reunião no plenário da Câmara de Vereadores do Município de Tapes, seria com vistas para apresentação do eixo fundamental para o intercâmbio comercial entre Brasil e Uruguai diante da possibilidade do todo o complexo das hidrovias.
Artigo de Günther Staub, publicado no Jornal do Comércio de 28 de janeiro, comenta e lamenta o atraso do Rio Grande do Sul, que foi previsto há mais de cinqüenta anos, em livro escrito por Franklin de Oliveira, “O Rio Grande do Sul um novo Nordeste”. Neste livro, ele demonstrava sua preocupação sobre a menor taxa de desenvolvimento do nosso Estado, diante do desenvolvimento naquela ocasião do Brasil.
Agora o que mais me chama a atenção, é que a Metade Sul do Rio Grande do Sul, determinou os destinos da Pátria amada Brasileira, com suas lideranças políticas e vitoriosas, a partir da Revolução de trinta. Olhando o Estado, se percebe a divisão entre o desenvolvimento e o atraso já nesta altura, psíquico administrativo frustrante e doentio. A metade Norte, e o Litoral Norte, são e foram extremamente beneficiados com as políticas dos últimos Governos Federais. Apesar dos delírios dos fãs de FHC e de Lula, estes fãs rasteiros de vinte anos para cá com os devidos respeitos as excelências citadas, que assumiram o Poder Central, com 16 anos de mandatos Presidências, e determinaram o tal desenvolvimento premente da Nação, que eu particularmente não levo em consideração, mas os índices estão aí, e assim mesmo a Região da Fronteira Oeste continua em pleno atraso e marasmo, o entre e sai de um vácuo dos resultados pertinentes antagônicos aos prometidos e não cumpridos durante a Revolução de trinta, são comuns até hoje, por estes Governos ditos justos e democráticos. Isto está comprovado que não tem os políticos à coragem de enfrentarem a realidade, cá está estabelecido o atraso como metas de desenvolvimento, em pleno século em que a alta tecnologia determina a autodeterminação dos Povos.
‘ Será Tapes considerando o elo, o antes e o depois?”
Em 02de fevereiro de 2013. Francisco Berta Canibal.
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