terça-feira, 6 de março de 2012

Das minhas leituras.


                                                                         Das minhas leituras. 6/02/12.

                                                                         Os projetos e seus questionamentos demonstram a sociedade o despreparo dos mentores públicos, ainda mais “juntos” com os poderosos do setor privado. Escondem e especulam os ditos Senhores, com apoio da mídia, todos os possíveis planos e investimentos, para o benefício de todos. São os sigilos para beneficiar poucos.

                                                                         Surpreende a divulgação, nos jornais o projeto do Canal do Panamá, ao qual chama a atenção neste momento de crise. Esta não provocou queda do movimento e faturamento deste empreendimento, e que o projeto com expansão em andamento terá como resultado, previsto para o ano de 2025, um faturamento de três vezes maior, do que o atual.

                                                                         A hidrovia, a ferrovia as estradas de rodagem no Brasil, e a geração e distribuição de energia, entre outros investimentos, são por certo as estruturas necessárias para que o País desenvolva. Assim como estamos, não poderemos ter uma média em dez anos de um desenvolvimento sustentável de 7%, sonhos do atual governo, que se apresentou e não cumpriu o seu perfil popular, e de redistribuição de renda. Mas o que mais me chama a atenção são os segredos e os regulamentos que prejudicam o andamento e a efetivação e execução das obras prioritárias. E isto não é de hoje.

                                                                          Na plenitude da democracia, não poderia ser administrado o País, com medidas provisórias, estas simplesmente anulam o poder legislativo, e deixa com isto a Nação, sujeita à ruína, perante as ordens de especulação e de arrumação e negociação entre o governo e as empreiteiras ditas e reconhecidas, pela voz das ruas, como as donas do Brasil.

                                                                         As grandes obras e investimentos são viabilizados nos momentos das crises, ainda mais para os governantes que acreditam no mercado interno, mesmo com incentivos além do suportável, pelo governo, com isenção de impostos para bens de consumo, e os salários achatados que perdem com índices manipulados de inflação. Quadro comum aos emergentes como o Brasil. Estes investimentos devem ser todos de infra-estrutura, para baixar o custo de produção do País. Isto é o custo Brasil.

                                                                        Copa do Mundo, não tira ninguém de uma crise, como estamos a sofrer. O País por certo, não teria condições de enfrentar em outros seguimentos, uma crise como a da agricultura. Esta está a mais de vinte anos, com problema de liquidação financeira grave. Todos os produtores estão endividados, sendo a atividade viabilizada ao menos pelo progresso tecnológico, investimentos da Embrapa, por exemplo, que propiciou melhora no aproveitamento de solos e de insumos e a produtividade melhorou, sendo ainda beneficiada a atividade por uma grande especulação financeira do mercado internacional. A crise nos países desenvolvidos está sendo administrada, ou empurrada à frente, por uma grande emissão de valores monetários, que provoca uma especulação, fundamentada nos disponíveis sem lastro produtivo, ou de riqueza real. Isto está propiciando um fluxo de capital, ao País, apesar dos protestos da Presidente da República, considerando e desconsiderando próprio de seu Governo.

                                                                        Assim os investimentos, como no Canal do Panamá, deveriam ser prioritários para a administração pública no Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. A infra-estrutura logística não pode mais ficar a mercê de ideologias adversas as causas de nosso Estado. A energia gerada só atende a demanda de 30% do consumo, as hidrovias ficam somente nos planos e discursos, as propaladas vias rodoviárias são contestadas por uma ou outra facção, enquanto oposição, ficando o investidor a mercê de dificuldades primárias para um Estado que deve ter no mínimo uma renda que possa suportar seus passivos históricos, e suas obrigações sociais e constitucionais. Tentar resolver os problemas administrativos a nível de judiciário como o Governo atual, é virar as costas para o Povo do Rio Grande do Sul, enquanto isto os investimentos de infra-estrutura permanecem nas dormências das causas conjunturais não explicáveis.

                      “ O aeroporto de Porto Alegre, bem demonstra a letargia das obras no Estado do Rio Grande do Sul.”    
                                 Em 06 de março de 2012. Francisco Berta Canibal.



                                                                        









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